terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Senhor Presidente da República,

Senhor Presidente da República, segundo consta, o senhor é "um orgão de soberania", tendo como funções a representação da república portuguesa, do povo português. É a unidade máxima do Estado e o Comandante Supremo das Forças Armadas. Foi eleito pelos cidadãos, por sufrágio directo e universal, para um mandato de 5 anos.
Ora, carissimo senhor Presidente da República, quero fazer-lhe apenas uma pergunta muito simples: durante estes último 5 anos de mandato, o que fez o senhor pelo País? Criou medidas drásticas que afectaram Portugal de Norte a Sul! Em tempo de crise, faz campanha na mensagem de Ano Novo, chegando a afirmar que "Não iludir a realidade é um sinal positivo e uma atitude responsável, pois representa o primeiro passo para mudar de rumo e corrigir a trajectória.". Agora pergunto-lhe, onde anda a atitude responsável? A mudança de rumo e a correção da trajectória? Fugiram a sete pés? Ou será que pensa que atacando outros políticos é a atitude mais correcta? Enfim. Outro assunto. O euro. O que trouxe de positivo ao nosso País para além da crise, aumento do iva, do preço dos combustiveis já para não falar de todos os produtos. Portugal ficou preso durante a época de Salazar e agora, procura à força toda acompanhar o resto da Europa no seu desenvolvimento. Mas, será que o senhor presidente já parou para pensar no que é melhor para o País?! Já reparou no aumento da criminalidade? Em quantas pessoas passam fome hoje em dia? Páre uns segundos e pense. Nem todos nós podemos fazer férias de Verão no Algarve com toda a família reunida. Páre. Pense. Reflicta. Portugal precisa de um presidente que o leve mais à frente mas não desta forma. Começe por resolver as diferenças sociais que são cada vez mais existentes. Ajude mais os sem-abrigo e os que necessitam TODO O ANO e não só no Natal. Páre. Pense. Reflicta.
Como escreveu Mário Crespo, "Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento. (...) Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.·
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos."
Dá que pensar, não dá, Senhor Presidente da República? E se seguisse o exemplo deste senhor (Fernando Pinto) e descesse 10%  do IVA, IRS, IRC, pacotes de rescisão para quem quer trabalhar em idade de reforma, entre outras matérias?
"Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por CONSCIÊNCIA."
Já imaginou a que velocidade o País saíria desta crise? O valor que seria dado aos portugueses pela nobre atitude tomada. Sim, porque com isto tudo, quem sofre na realidade são os ricos. Porquê? Porque os pobres, foram-no toda a vida, enquanto que os ricos, se vêem a ficar sem dinheiro, entram em desespero. Não sabem como sobreviver. Nós, os pobres, aquela grande percentagem de portugueses, sempre vivemos sem dinheiro, sabemos como nos manter minimamente. Esticamos daqui, esticamos dali, fazemos voluntariado para o Banco Alimentar, contribuimos com algo, ainda que mal tenhamos para nós próprios.
Pense. Reflicta. Mude de atitude, senhor Presidente. Leve esta nação ao seu expoente máximo, leve Portugal às bocas do Mundo mas por um bom motivo. Dê aos portugueses o orgulho de pertecerem a este País.

Pense. Reflita. Você e todos nós.

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